Twitter pago de Marcelo Tas gera polêmica
A foto do jornalista Marcelo Tas estampou o caderno de negócios do Wall Street Journal na última quinta-feira (19/03). O motivo: uma iniciativa pioneira de patrocínio do seu perfil no Twitter pela Telefônica.
Um dos brasileiros mais populares no serviço de microbloging, Tas fechou um acordo de publicidade e dicas patrocinadas com a operadora espanhola no Brasil. A proposta é fomentar o uso de serviços que consumam mais banda para promover a internet por fibra ótica da Telefônica, chamada Xtreme.
Além de exibir um pequeno banner no perfil, durante um ano, Tas concordou em dar dicas patrocinadas – em média 20 por mês – para os seus seguidores.Mas mais que orgulho do “produto nacional”, a ação idealizada pela agência digital iThink gerou polêmica na twitosfera. Seria a postura do jornalista aceitável ou estaria ele vendendo a sua opinião?
Diante do burburinho, Tas veio a público para esclarecer toda a história em seu blog. “Não tenho obrigação de ‘falar bem’, ‘vender’ ou mesmo fazer qualquer menção ao serviço da Telefônica”, defendeu o jornalista. As dicas em questão, sobre as quais a Telefônica ou a iThing não terão qualquer ingerência, serão identificadas pela tag #xtreme para diferenciá-las do restante do conteúdo editorial, ele acrescentou.
“Trabalho e sou remunerado pelo meu trabalho desde os 15 anos de idade. Ainda não encontrei outra forma melhor de ganhar a vida a não ser essa de trocar o meu farto suor e relativo talento por algum dinheiro. Quem se importar com isso, não precisa me seguir. Afinal, não sou novela, ok?”, ele provocou.
Segundo Marcelo Trípoli, CEO da iThink, a polêmica em torno da iniciativa era esperada. “Tudo que é novo e envolve mídia social tem um risco”, diz o publicitário. Ele defende ainda que ao vir a público e colocar os pingos nos “is”, Tas colocou um ponto final rápido e certeiro na polêmica.
Há controvérsias. Entre os mais de 150 comentários no post em que o jornalista explica o acordo com a Telefônica há inúmeros elogios, sem dúvida. Na verdade, a maior parte das manifestações é de fãs que acreditam que o patrocínio atesta a competência e credibilidade do jornalista e que ele tem o direito de ser remunerado pelo seu trabalho.
Mas há também muita gente que condena a iniciativa. Leitores que chamam Tas de vendido, que questionam a isenção das dicas e que o criticam por associar seu nome a uma das marcas mais “odiadas” do País. Alguns ameaçaram deixar de seguir o perfil do comunicador.
O fato é que mesmo com toda a controvérsia, o saldo por enquanto parece ser positivo. O número de seguidores de Tas no Twitter subiu algumas centenas desde então, de pouco mais de 18 mil para mais de 19,4 mil.
A moda pode pegar. Já existe até uma agência nos Estados Unidos, a Twittad, que coloca em contato as celebridades do Twitter com potenciais anunciantes.
Você toparia seguir um Twiiter patrocinado? Deixe sua opinião.
Você colocaria seu twitter a venda?
Quando o apresentador brasileiro Marcelo Tas abriu seu perfil no Twitter para patrocínio da Telefônica, muitos internautas brasileiros ficaram indignados e acusaram o comediante de “vendido” – embora ele garanta que conteúdo dos seus tweets não sofra qualquer influência ou censura prévia do patrocinador.
Embora o caso Tas tenha causado polêmica pela notoriedade do seu protagonista, tem gente menos famosa levando os limites da ética muito mais longe dentro da plataforma.
Uma reportagem do site Read Write Web revelou que usuários estão sendo literalmente pagos para publicar anúncios que promovem marcas como Apple, Skype e Flip em forma de posts.
Quem está por trás dos tweets pagos é a Magpie. Sua proposta é distribuir mensagens de anunciantes pelos perfis de usuários do Twitter que sejam pertinentes para a campanha – mais ou menos como o programa AdSense, do Google, permite colocar links patrocinados dentro de blogs com temas de interesse do anunciante.
O levantamento feito pelo Read Write Web mostrou o resultado: posts repetidos em vários perfis diferente elogiando serviços e promovendo produtos, com link para o site dos anunciantes (que não necessariamente são as empresas responsáveis pelo produdo).
Uma das campanhas promove uma liquidação da iTV da Apple, por exemplo, espalhou por diversos perfis a seguinte mensagem: “apple tem iTVs de segunda mão na promoção. enquanto os estoques durarem. eu comprei a minha meses atrás. adoro!!!”.
Outros exemplos podem ser encontrados facilmente por meio de uma busca por “magpie” no Backtweets, que vasculha links em posts do serviço de microblog.
Diferentemente dos links patrocinados em blogs ou mesmo do patrocínio da Telefônica no Twitter do Tas, os posts pagos aparecem como se fossem mensagens dos próprios donos dos perfis, podendo confundir seus seguidores.
A Magpie promete uma alta taxa de cliques a seus anunciantes – cerca de 10%, mais que o dobro da taxa de diversos tipos de banners e anúncios flutuantes. O custo de uma campanha varia conforme o modelo escolhido – por prazo de duração, por palavra-chave ou por uma ação completa.
Uma ferramenta no site permite simular quantas pessoas um anunciante potencialmente alcançaria patrocinando uma determinada palavra-chave.
Se você está interessado em colocar seu Twitter a disposição de anunciantes, também é possível testar quanto você ganharia (em um teste feito como endereço da autora desta reportagem no Twitter, o Magpie prometeu ganhos de até 7,519,65 euros mensais).
Para entrar na rede, basta fazer um cadastro rápido e esperar potenciais anunciantes interessados em se “apoderar” da sua conta para postar mensagens.
Você acha ético “alugar” seu Twitter para patrocinadores? Dê sua opinião.
créditos:
Você colocaria seu twitter a venda: Link
Twitter pago de Marcelo Tas gera polêmica: Link
TAG: Marketing Direto, News, Twitter
CATEGORIA: Internet
|








