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O conteúdo é a estrela, não importa a plataforma

Design e as animações de impacto visual são importantes, mas pouca informação empobrece a divulgação, dificulta o acesso e limita a disseminação. Por Eduardo Kasse

A internet passa por uma grande evolução nesse momento. Diversos dispositivos surgem no mercado e com eles novos paradigmas de acesso. Smartphones, televisores e até mesmo relógios são capazes de proporcionar uma experiência de navegação pela rede mundial.

O modelo baseado exclusivamente nos computadores já pode ser considerado obsoleto, principalmente em termos de desenvolvimento. Há alguns anos, era preciso analisar apenas as plataformas e os navegadores diferentes na hora de projetar sites e aplicativos online; agora é preciso ir além. É necessário um planejamento estratégico muito bem fundamentado.

E o que vem depois? Quais serão os novos meios virtuais? Holografias? Imersão total? Realidades aumentadas e inteligência artificial? Implantes neurais?

Foco no conteúdo
Definir plenamente o futuro da tecnologia é impossível. Temos apenas indícios e perspectivas, entretanto, esses padrões, independente de quais sejam, são apenas invólucros, interfaces para exibir o conteúdo e este sim é o importante.

Imagens, vídeos, textos, sons… há diversos tipos de conteúdo e a função da internet é disponibilizá-los de maneira simples, ágil e acima de tudo com qualidade. Todo o restante é coadjuvante nesse processo.

Muitos profissionais de web baseiam seus trabalhos exclusivamente no design – e esse é importantíssimo para o sucesso do negócio, como complemento – e nas animações com grande impacto visual, mas com pouca ou nenhuma informação. E esse é um erro clássico e corriqueiro.

Essa inversão de prioridades empobrece a divulgação, dificulta o acesso principalmente nos atuais dispositivos portáteis e limita a disseminação das informações. É como tentar vender um livro somente pela capa ou um quadro pela moldura.

O valor de qualquer site, portal, blog ou aplicativo está no seu conteúdo e é por ele que os usuários investem seu tempo ou mesmo seu dinheiro. A inteligência de negócios online está na capacidade de cativá-lo e satisfazê-lo com qualidade informativa, sempre. Pense nisso!

por:Marcelo

em: 14.01.11

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O que significa migrar do PC para o Mac

Fim de um casamento ou o início da retomada do seu tempo produtivo. Por Paulo Rebêlo

Não é fácil, são 20 anos de Windows. Sobretudo porque não é apenas um sistema operacional, é todo um ecossistema com direito a Office, tela azul da morte (BSOD), conflitos de hardware, DLL’s corrompidas, falhas de proteção geral, discos rigídos fragmentados, partições invisíveis, centenas ou milhares de testes de aplicativos em versões beta, horas e horas explorando códigos e registros escondidos, mistérios quase sobrenaturais e muita reza braba com água benta.

Enfim, muitas dores de cabeça e, justiça seja feita, muitas alegrias também.

Então, quando me perguntam como é abandonar todo esse histórico e migrar para a plataforma Mac, tenho duas respostas.

A primeira, para leigos em informática: é como o fim de um casamento.

Você conhece cada linha, cada curva do Windows, entende as artimanhas e contorna os problemas com maestria.

Mas a baranga do Windows não envelheceu bem, hoje é um monstro de gordura inútil e que ninguém sabe ao certo onde vai parar. Com o Mac, você praticamente troca sua esposa por uma ninfeta de olhos brilhantes, uma maçã ligeiramente mordida, quase um Michel Temer.

E aí vem a segunda resposta, para os entendidos em informática: deixar de lado o PC, para mim, significou ter mais tempo para produzir e menos tempo para ter dor de cabeça.

Claro, com o Mac a gente não tem mais a alegria da descoberta, a pressa de instalar a última versão de tudo, a sede por novidades em programas que vão fazer exatamente a mesma coisa de antes. Não tem mais registro para fuçar, códigos escondidos. Você apenas aproveita como pode. Ou melhor, como Steve Jobs permite.

É como dirigir um carro automático. Ele nunca vai ter o arranque e o motor nervoso de um equivalente com transmissão manual, não vai dar para esticar a terceira marcha numa ultrapassagem radical, mas em contrapartida vai lhe dar um conforto e uma maciez ao dirigir a qual, certamente, você irá se acostumar a ponto de não querer mais dirigir o carro de ninguém.

Você se torna um motorista mais maduro ou, nas definições de alguns amigos, assume de vez seu lado tiozinho pançudo.

Há experiências distintas para diferentes perfis de usuário, porém, via de regra, a transferência para Mac implica em redução considerável das horas que você “perde” brigando com o computador. As coisas estão ali, funcionam do jeito que Steve Jobs quer e ninguém mexe. Ou você gosta (e aceita) ou vai procurar sua (outra) turma.

No caso de um usuário leigo, são horas que as pessoas perdem tentando instalar programas (no Windows, a quantidade de janelas e perguntas é consideravelmente maior) ou solucionar mensagens enigmáticas que pipocam na tela. Eventualmente, quebrando a cabeça quando algo não funciona como deveria funcionar.

Sem contar a preocupação, inerente ao Windows, com vírus de computador e spywares que aparecem do nada.

Todo mundo vive lhe dizendo para instalar um antivírus, mas se você não sabe como instalar, não tem ideia onde procurar, bem-vindo ao imenso grupo de pessoas que conheço que espetam pendrives em lanhouses no aeroporto e vivem perigosamente.

Para o micreiro, como sou (ou fui), a economia de tempo é ainda mais simples de explicar. Não há milhões de programinhas e utilitários para conhecer, testar, analisar. Não tem mais benchmark de performance, não dá mais para hackear o registro do Windows e ganhar 0,5% de performance, mexer na latência da memória RAM para ganhar outros 0,5%, hackear DLL’s e componentes do Windows para atingir, somando tudo, incríveis 5% de performance extra.

Ainda sinto falta do Windows. Com o Windows 7, o sistema tornou-se uma monstruosidade de recursos e funções as quais, embora ninguém as use, são interessantes de conhecer por dentro e entender os detalhes.

Tentei fazer o mesmo com o Mac. Já formatei o Macbook umas oito vezes, testei inúmeras combinações, conexões, versões beta do MacOS, até arrisquei voltar a mexer com código no Terminal, mas no fim das contas… continou tudo igual, sem perder ou ganhar velocidade, funcionando do mesmo jeito de antes.

Depois de 20 anos destrinchando cada detalhe desde o DOS (quando ninguém sequer sonhava com janelas e cores), programando em Basic e xBase, cada curva, cada ícone e sistemas de arquivos, a sensação é um pouco de inépcia e preguiça quando abro o Mac e não sinto a menor necessidade de abrir outras portas para o desconhecido.

Hoje, passados seis meses da migração total do PC para Mac, uso bem menos o computador, dependo menos dele. O laptop deixou de ser um companheiro de aventuras e perrengues para tornar-se, apenas, um mero acessório de trabalho, utilizado apenas quando necessário e somente pela quantidade de horas exatamente demandadas.

Abro o Macbook para fazer exatamente uma tarefa específica no menor tempo possível. Terminada a tarefa, fecho a tampa e chego mais cedo no bar. Ganhei em produtividade etílica.

O MacOS X, sistema operacional do Apple, tem muito a ser descoberto ainda, hackeado, alterado. Milhares de desenvolvedores e hackers usam o Mac para suas estripulias. As funções e recursos estão lá, caso você deseje. Mas, para micreiros do PC, perde-se um pouco o interesse.

Não entro, agora, no mérito das práticas comerciais da Apple. Por um motivo simples. Depois de 20 anos de Bill Gates e Microsoft, seria uma hipocrisia condenar as práticas até do capeta.

por:Marcelo

em: 12.01.11

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CATEGORIA: Dicas

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Como enfrentar a concorrência chinesa

Muitos negócios brasileiros se sentem ameaçados pelos preços baixos da produção em larga escala de países asiáticos. Investir em diferenciais competitivos pode ser a saída.
Por Diogo Freitas

No mundo globalizado com forte concorrência internacional, é muito comum surgir na mente dos empresários brasileiros pensamentos como: “o que fazer para vencer a concorrência chinesa?”, “Está na hora de internacionalizar a minha empresa?” “Devo importar?”, “Devo exportar?”, entre outros questionamentos que fogem à rotina de boa parte das empresas brasileiras.

A solução está mais próxima do se pode imaginar e os desafios muitas vezes não são grandes muralhas a serem quebradas. Porém, para empresas de determinados segmentos, pode ser necessária uma forte mudança estratégica e algumas vezes até mesmo de segmento.

Já foi quebrado o paradigma de que na China não há produtos de qualidade, pois o que for solicitado será entregue. Já é sabido também que as empresas asiáticas são especializadas em produção em escala, ou seja, grande volume. E é nesse momento que surge a solução para o questionamento das empresas brasileiras e de todos os pontos do mundo que sofrem com a concorrência chinesa.

Valor agregado
Valor agregado é a maneira mais eficaz de enfrentar as empresas asiáticas. Não é uma tarefa das mais fáceis e está se tornando um desafio para os empreendedores, gerentes de marketing e consultores do segmento. Agregar valor pode modificar toda a forma de pensar e agir da empresa, pois toca no íntimo de cada organização e muitas vezes é difícil para o empreendedor entender que chegou a hora de mudar, principalmente quando o negócio vem gerando bons resultados ao longo dos anos.

Para isso é necessário ter uma visão futurista ou simplesmente acompanhar as notícias e eventos do segmento e perceber que a presença dos chineses, antes mínima e despercebida, lá no último corredor da feira de negócios, agora já é marcante, com muita cor, brilho e som, muitas vezes apoiada por grandes distribuidores nacionais.

Para entender que agregar valor será o grande diferencial para vencer a concorrência chinesa é preciso fazer uma simples análise dos pontos fortes e fracos (SWOT) da cultura e capacidade de produção brasileira com a chinesa.

A característica que mais se destaca entre empresas chinesas é a forte capacidade de produção em escala, produzindo, por exemplo, calças jeans com qualidade e velocidade incrível, porém o fará com um corte básico, sem detalhes em acabamento, cor e curvas.

Agora, o Brasil já é conhecido internacionalmente por produzir itens extremamente peculiares com alto valor agregado. Dessa forma, o que uma confecção brasileira deve fazer para vencer a concorrência? Investir em diferenciais competitivos, ou seja, diferenciais que as indústrias chinesas não consigam produzir em escala – isto é, cortes arrojados, desenhos sofisticados, acabamento de primeira linha e demais detalhes que podem ser percebidos pelo consumidor e consequentemente ter o valor agregado identificado.

Não é uma tarefa fácil, mas é eficaz e não colocará a empresa diante dos preços chineses, situação essa que vem à cabeça dos empreendedores brasileiros diariamente.

Estimular a criatividade pode ser um bom caminho, mas o sucesso dessa tática dependerá do grau de maturidade existente dentro da empresa, pois no caso de uma empresa imatura esse incentivo pode ser percebido de forma destorcida. Além disso, internacionalizar a empresa, fazendo com que ela se torne uma exportadora, pode agregar valor ao produto, pois ainda existe uma forte cultura no Brasil de consumo de produtos que possuem reconhecimento internacional.

É justamente por isso que para algumas empresas será necessário reestruturar o seu negócio – uma confecção que produz calças jeans básicas no Brasil, se não repensar seu negócio poderá ter problemas com a concorrência chinesa. O trabalho será mais árduo do que em uma empresa que produz calça jeans com corte personalizado.

Essa é uma analogia feita em um determinado segmento; respeitando as devidas proporções pode ser feita em qualquer segmento e assim posiciona o empresário sobre o grau de risco que ele corre e a urgência de um plano de ação caso necessário. [Webinsider]

por:DUCA Online

em: 04.01.11

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CATEGORIA: Dia-a-Dia

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